Embora a atividade sexual não demande uma sobrecarga tão acentuada ao coração (equivale a subir dois lances de escada rapidamente), as elevações do batimento cardíaco e da pressão arterial, durante o ato sexual, podem servir como um gatilho para um evento cardíaco, como um infarto do miocárdio, arritmia cardíaca ou, até, a morte súbita. Mesmo não sendo comum esse tipo de complicação após o ato sexual em cardiopatas, sempre há uma preocupação do médico assistente, em relação ao paciente e à sua companheira. A American Heart Association publicou uma diretriz sobre o início ou a retomada da atividade sexual no cardiopata. Estes pacientes, de acordo com o seu quadro clínico, são divididos em três categorias. Aqueles pacientes que tiveram algum evento cardíaco como angina do peito, infarto do miocárdio, submetidos a cirurgia de revascularização do coração ou realizaram angioplastia com implante de stent, com sucesso, que se apresentam assintomáticos ou evolução clínica estável sem complicações clínicas, devem ser encorajados à atividade sexual ou receber tratamento para disfunção sexual. O uso de drogas como o sildenafil (viagra) ou tadalafila (cialis), poderá ser liberado, desde que o paciente não use nitratos, como o sustrate ou isordil.
