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A CIRURGIA DE REVASCULARIZAÇÃO DO MIOCÁRDIO - "CIRURGIA DE PONTE DE SAFENA" - PROLONGA A VIDA DO PACIENTE

A cirurgia de revascularização do miocárdio tem um efeito positivo e benéfico em portadores de angina não-responsiva à tratamento clínico, mesmo quando há lesão coronária de uma única artéria; há, comprovadamente, um prolonga-mento da vida em pacientes com lesão de tronco de coronária esquerda e em pacientes com lesão de 3 vasos que são revascularizados cirurgicamente; o efeito benéfico é mais pronunciado em pacientes portadores de disfunção ventricular(diminuição da força  de contração do coração) ou de isquemia de surgimento aos pequenos esforços. A melhora dos sintomas isquêmicos é conseguida em 80 a 90% dos pacientes. O uso da artéria mamária interna está associado a um índice de patência de 90 % após 10 anos, se comparado com à veia safena (patência de 40% em 10 anos). O risco da cirurgia de revascularização do miocárdio inclui uma mortalidade operatória de 1 a 4% (em pacientes sem disfunção ventricular expressiva) e de infarto transoperatório(infarto durante a cirurgia) de 5 a 10%. Aproximadamente 15 a 20% dos enxertos fecham no primeiro ano; nos próximos 5 anos, a porcentagem de oclusão é de 2% ao ano, e subsequentemente, 4% ocluem ao ano. Em pacientes com angina muito grave ou isquemia que surge aos mínimos esforços, a cirurgia de revascularização do miocárdio pode estar indicada até mesmo em casos em que não haja doença trivascular( três vasos do coração).

FATORES QUE INFLUENCIAM A SOBREVIDA APÓS CIRURGIA DE REVASCULARIZAÇÃO DO MIOCÁRDIO



1. Função ventricular 

Do ponto de vista de resultado imediato, é importante a diferenciação de quadro de disfunção ventricular causado por isquemia daquelas situações nas quais já ocorreu fibrose, secundária a episódio anterior de infarto. A disfunção ventricular grave com área extensa de miocárdio fibrosado é fator de insucesso cirúrgico, com maior mortalidade no per e pós-operatório. Em caso de dúvida para se definir o que é miocárdio isquêmico do que é miocárdio já fibrosado, os testes de cintilografia miocárdica radioisotópica podem ser extremamente importantes, para confirmar ou para contraindicar uma cirurgia, durante a fase de exames pré-operatórios.


                             2. Sexo   

A mortalidade na cirurgia coronária tem se mostrado historicamente mais alta em mulheres. Verifica-se que a mortalidade mais alta no sexo feminino está mais associada com a ocorrência de diabetes mellitus do que com qualquer outro fator. O diabetes, por sua vez, também é mais prevalente em mulheres. A recorrência da angina é maior nas mulheres do que nos homens, indicando uma possível maior oclusão de enxertos no sexo feminino no pós-operatório.


                               3. Idade                           
   
A cirurgia em pacientes de mais de 80 anos apresenta-se com um índice de sobrevida hospitalar de 86 a 94%, com uma sobrevida atuarial de 62 a 82% após passados 5 anos da operação. Este é um dado importante, se levarmos em consideração o aumento continuado dos custos médicos e os possíveis benefícios advindos deste tratamento.  


4. Insuficiência renal

Pacientes portadores de angina em repouso e insuficiência renal apresentam uma mortalidade hospitalar na cirurgia de revascularização miocárdica de 9%. Não obstante este bom resultado imediato, verifica-se que a sobrevida destes pacientes é de apenas 45% a 65% em 2 anos. Nos sobreviventes, há uma significativa melhora dos sintomas e em sua classe funcional. Uma opção recente para estes pacientes tem sido a realização de revascularização miocárdica sem circulação extracorpórea.

  

                    5. Outras patologias vasculares 

A mortalidade em pacientes submetidos à cirurgias coronárias é maior quando existem outras doenças vasculares concomitantes (de carótida, oclusiva de membros inferiores, etc). A mortalidade em cirurgias associadas de revascularização do miocárdio e de carótida é  em torno de 3,4%.

O QUE É ARRITMIA CARDÍACA

Arritmia cardíaca é um distúrbio no ritmo de batimento do coração. Durante um episódio de arritmia o coração pode bater muito lento, rápido ou irregularmente. A frequência cardíaca normal varia de 60 a 100 batimentos por minuto(bpm). Quando ela está abaixo de 60 bpm é chamada de bradicardia, acima de 100 bpm de taquicardia. A grande maioria das arritmias não causam danos, porém algumas podem ser sérias ou até ameaçar a vida. Existem alguns tipos de arritmias cardíacas, que se não diagnosticadas e tratadas adequadamente, podem causar instabilidade hemodinâmica, ou seja, hipotensão arterial, e provocar, tonturas, perda da consciência(desmaios),  parada cardíaca ou morte. Os sintomas mais frequentes, durante um surto de arritmia, são as palpitações, "baticuns" no peito, falta de ar e os demaios. A fibrilação atrial é arritmia mais frequente no paciente idoso. 15% dos pacientes, acima dos 60 anos, são acometidos por esse distúrbio. É um tipo de arritmia que se não tratada adequadamente pode levar a outros distúrbios graves como, o "derrame cerebral" ou seja, o acidente vascular cerebral ou AVC isquêmico, devido a predisposição trombogênica (facilidade de formação de trombos no coração), oriunda dessa arritmia cardiaca. O tratamento das arritmias, depende do tipo de arrtimia. Pode ser de urgência ou a nível ambulatorial, através de medicamentos, de um procedimento chamado cardioversão elétrica ou, até mesmo, como nos bloqueios cardiacos avançados, por intermédio de implante de marcapasso cardíaco definitivo. O acompanhamento médico contínuo e regular é imprescindivel para o diagnóstico e tratamento precoce.

DOR NO PEITO: NECESSITA DE UMA DEFINIÇÃO MÉDICA

A dor torácica ou precordial é um dos sintomas mais comuns na prática clínica. Esse tipo de dor tem uma relevância muito grande, na medida em que, a sua definição clínica precisa ser esclarecida de urgência. Isso porque, a dor torácica pode ser o sintoma de um  infarto agudo do miocárdio, aneurisma dissecante de aorta, embolia pulmonar, em que o diagnóstico e o tratamento precoce pode significar a vida do paciente. Felizmente a maioria das dores no peito são provocadas por outros distúrbios clínicos como, a dor de origem osteomuscular ou fibromialgia, espondiloartroses(coluna vertebral), doenças do aparelho digestivo (azia, gastrite, esofagite, má digestão) e do respiratório(pleurisia, pneumonia, bronquite). A dor precordial causada por uma obstrução nas artérias coronárias, normalmente, tem caracteristicas bem definidas: tem relação com o esforço físico, dura mais ou menos de 2 a 3 minutos, cessa com a interrupção do esforço, irradia-se para o braço esquerdo ou mandíbula e pode vir acompanhada de outros sintomas como o "cansaço ou falta de ar"(dispnéia), náuseas, vômitos ou tonturas. Essa é a ANGINA ESTÁVEL. No entanto, esse quadro pode se alterar, caso ocorra, por exemplo,  um obstrução total por um trombo, na artéria coronária acometida por uma placa de gordura. Nesse caso a sintomatologia é mais aguda: dor torácica prolongada, em repouso, associada com extremidades frias, sudorese, mal estar geral, náuseas ou vômitos. O paciente deve procurar atendimento médico de urgência para esclarecimento diagnóstico.

ESTRESSE E O CORAÇÃO: O QUE VOCÊ DEVE SABER

Existem pesquisas que mostram que o estresse afeta o organismo causando alterações celulares de maneira a aumentar a incidência de doenças. O estresse está ligado às doenças do coração e à hipertensão arterial, podendo também ter uma relação com o surgimento do câncerA maioria dos estudos relaciona o estresse à hipertensão e às doenças do coração. Dados convincentes sugerem que o medo crônico, a ansiedade, a solidão e a depressão podem ser letais para pessoas com doenças do coração. É significativo o fato de que os ataques cardíacos são provocados pela agregação de plaquetas formando coágulos, fenômeno conhecido como "correr ou lutar" e desencadeado pelo medo ou pavor. Todos nós estamos constantemente experimentando o estresse de uma ou outra forma. Ainda não se sabe porque certas pessoas não desligam a "reação ao estresse" continuando a produzir os hormônios uma vez terminado o motivo que o desencadeou. Também se ignora porque outras pessoas não produzem os hormônios do estresse quando deles necessitam. As pesquisas sugerem que exercício moderado e regular é a melhor maneira de se opor aos efeitos prejudiciais do estresse. As pessoas que regularmente fazem exercício percebem que toleram o estresse muito melhor e não necessitam mais comer muito ou tomar grandes doses de álcool quando estão em situações de estresse afim de se acalmarem. Reduzir o estresse não significa que você deve mudar da cidade para o campo, abandonar seu emprego, se aposentar, largar o automóvel ou mudar de profissão. Basta fazer mais exercícios físicos, aumentar seu círculo de relações, participar de atividades sociais, mudar seus horários de trânsito. 

ESCORE DE FRAMINGHAM: UMA TABELA PARA AVALIAÇÃO DE RISCO

O Escore de Framingham é uma ferramenta importante através da qual é possivel fazer a avaliação do risco coronariano, ou seja,  o risco do paciente desenvolver nos próximos 10 anos, infarto agudo do miocárdio, angina do peito ou ter uma morte súbita. Dê um clique no link abaixo e faça, você mesmo, a sua avaliação, anotando ao lado os valores correspondentes para cada item solicitado.

CONHEÇA OS PRINCIPAIS ALIMENTOS QUE PREVINEM O ENVELHECIMENTO PRECOCE

O grande interesse no estudo dos antioxidantes é decorrente, principalmente, do efeito dos radicais livres no organismo. Os radicais livres são produzidos naturalmente em nosso organismo durante processos como respiração e produção de energia. Estas moléculas reagem com DNA, RNA, proteínas e outras substâncias oxidáveis, contribuindo para o envelhecimento precoce e a instalação de doenças degenerativas, como câncer, aterosclerose, artrite reumática, entre outras.

Quando há um desequilíbrio entre a produção de radicais livres e os mecanismos de defesa antioxidante, ocorre o chamado “estresse oxidativo”. Os radicais livres em excesso podem ser originados não só de processos endógenos, mas também por fatores exógenos, como poluição, hábito de fumar, ingestão de bebidas alcoólicas, ou ainda, por uma nutrição inadequada. O excesso de radicais livres no organismo é combatido por antioxidantes, que podem ser obtidos através da alimentação.

Conheça 10 alimentos antioxidantes que não podem faltar em sua dieta

1- Cacau - presente em grandes quantidades no chocolate amargo. Rico em polifenóis, substâncias antioxidantes benéficas a saúde do coração e para circulação.

2- Cenoura – fonte de betacaroteno um pigmento natural, também conhecido como pró-vitamina A. Atua no retardo do envelhecimento precoce. O betacaroteno pode ser encontrado na forma de cápsulas.

3- Chá verde – preparado através da infusão da planta Camellia sinensis, é fonte de catequinas que apresentam importante ação antioxidante. Evita danos celulares que promovem a iniciação do desenvolvimento de tumores.

4- Cúrcuma – também chamada de açafrão. Fonte de curcumina, de ação antioxidante, protege contra doenças cardiovasculares e também contra iniciação e desenvolvimento de tumores.

5- Frutas cítricas – como laranja, limão e tangerina, são fontes de vitamina C que atua no retardo do envelhecimento precoce.

6- Linhaça – fonte de ômega 3 que apresenta ação vasodilatadora e inibe a agregação plaquetária, que previne doenças cardiovasculares.

7- Oleaginosas – fontes de gorduras insaturadas, vitaminas e minerais. Atuam na prevenção de doenças cardiovasculares, câncer e combatem o envelhecimento precoce.

8- Óleo de coco – rico em vitamina E, que atua na diminuição do processo de envelhecimento das células, e na proteção a doenças crônicas não transmissíveis como câncer e doenças cardiovasculares.

9- Suco de uva integral – fonte de resveratrol, um poderoso antioxidante presente na casca da uva. Atua “varrendo” os radicais livres do organismo, inibe a oxidação das gorduras e a agregação plaquetária, auxiliando na prevenção de doenças cardiovasculares.

10- Tomate – fonte de licopeno, um antioxidante da família da vitamina A. Seu consumo está relacionado à redução do risco de desenvolvimento de câncer de próstata, pulmão e estômago. O licopeno também pode ser encontrado em cápsulas.

SUBSTÂNCIAS ANTIOXIDANTES PREVINEM DOENÇAS CRÔNICAS

Os antioxidantes são substâncias encontradas nos alimentos que inibem a oxidação do colesterol “ruim”, o que leva a formação das placas de gordura nas artérias. Eles são encontrados principalmente em verduras, frutas como cereja, amora, uva, morango e jabuticaba, grãos, sementes, castanhas e bebidas como vinho, suco de uva e chá.
Uma alimentação diversificada e rica em frutas, verduras e legumes fornece doses apropriadas de substâncias antioxidantes que, além de prevenirem doenças cardiovasculares, também diminuem o risco de câncer e outras doenças crônicas.

ENDOCARDITE BACTERIANA: PREVINA-SE

A endocardite infecciosa é uma infecção do endocárdio e das válvulas cardíacas. Bactérias (e, menos freqüentemente, fungos) que invadem a corrente sangüínea ou, em raras circunstâncias, contaminam o coração durante uma cirurgia cardíaca a céu aberto podem alojar-se nas válvulas cardíacas e infectar o endocárdio. As válvulas anormais ou lesadas são as mais suscetíveis a infecções. No entanto, válvulas normais podem ser infectadas por algumas bactérias agressivas, especialmente quando presentes em grande quantidade. Acúmulos de bactérias e coágulos sangüíneos nas válvulas (denominados vegetações) podem soltar-se e deslocar-se até órgãos vitais, onde eles podem obstruir o fluxo sangüíneo arterial. Essas obstruções são muito graves, podendo causar acidente vascular cerebral, infarto do miocárdio, infecção e lesão da área onde estiverem localizadas.A endocardite infecciosa pode ocorrer subitamente e pode ser potencialmente letal em questões de dias (endocardite infecciosa aguda), ou pode evoluir de forma sutil e gradual, ao longo de um período de semanas a vários meses (endocardite infecciosa subaguda).
Causas
Embora as bactérias normalmente não estejam presentes no sangue, uma lesão da pele, da mucosa oral ou das gengivas (mesmo uma lesão em decorrência de uma atividade normal, como escovar os dentes ou mastigar) pode permitir que um pequeno número de bactérias invada a corrente sangüínea. A gengivite (infecção e inflamação das gengivas), as infecções de pele menores e infecções em qualquer outra parte do organismo podem permitir que bactérias entrem na corrente sangüínea, aumentando o risco de endocardite. Certos procedimentos cirúrgicos, odontológicos e médicos também podem facilitar a entrada de bactérias na corrente sangüínea. Por exemplo, o uso de linhas intravenosas para o fornecimento de líquidos, nutrientes ou medicamentos, a cistoscopia (inserção de um tubo que permite a visualização do interior da bexiga) e a colonoscopia (inserção de um tubo para visualização do interior intestino grosso).
Sintomas
Geralmente, a endocardite bacteriana aguda apresenta um início súbito, com febre elevada (de 38,5 a 40°C), freqüência cardíaca aumentada, fadiga e dano rápido e extenso da válvula cardíaca. Vegetações endocardíacas desalojadas (êmbolos) podem deslocar-se para outras áreas e criar novos locais de infecção. Agrupamentos de pus (abscessos) podem formar-se na base das válvulas cardíacas infectadas ou em qualquer local onde tenha havido depósito de êmbolos. As válvulas cardíacas podem ser perfuradas e podem ocorrer escapes importantes de sangue em poucos dias. Algumas pessoas entram em choque e seus rins e outros órgãos param de funcionar – situação conhecida como síndrome da sépsis. Infecções arteriais podem enfraquecer as paredes dos vasos sangüíneos, fazendo com que eles se rompam. A ruptura pode ser fatal, particularmente quando ocorre no cérebro ou em áreas próximas ao coração.
Diagnóstico
Geralmente, os indivíduos que apresentam suspeita de endocardite bacteriana aguda são imediatamente hospitalizadas para diagnóstico e tratamento. Como, no início, os sintomas da endocardite bacteriana subaguda são vagos, a infecção pode lesar as válvulas cardíacas ou disseminar-se para outros locais antes do problema ser diagnosticado. A endocardite subaguda não tratada pode ser tão letal quanto a endocardite aguda. O médico suspeita de endocardite baseando-se apenas nos sintomas, principalmente quando eles ocorrem em um indivíduo com um distúrbio predisponente.
A ecocardiografia, exame que utiliza ondas ultrassônicas refletidas para gerar imagens do coração, pode identificar vegetações e lesões valvulares. Para identificar a bactéria causadora da doença, o médico deve coletar amostras de sangue e submetê-las à cultura. Como em determinadas ocasiões as bactérias são liberadas na corrente sangüínea em quantidades suficientes que permitem a sua identificação, três ou mais amostras devem ser coletadas em ocasiões diferentes, visando aumentar a probabilidade de pelo menos uma das amostras conter bactérias em número suficiente para que o crescimento em laboratório seja possível.

Prevenção e Tratamento


Como medida preventiva, os indivíduos com anomalias valvulares, válvulas artificiais ou defeitos congênitos são tratadas com antibióticos antes de procedimentos cirúrgicos ou odontológicos. É por essa razão que os dentistas e cirurgiões precisam saber se seus pacientes apresentaram um distúrbio valvular. Apesar do risco de endocardite não ser muito alto para os procedimentos cirúrgicos e como a antibioticoterapia preventiva nem sempre é eficaz, as conseqüências da endocardite são tão graves que quase todos os médicos e dentistas acreditam que a administração de antibióticos antes desses procedimentos é uma precaução justificável. Como o tratamento normalmente consiste em pelo menos duas semanas de doses elevadas de antibióticos intravenosos, os indivíduos com endocardite bacteriana são quase sempre tratadas em ambiente hospitalar. O uso isolado de antibióticos nem sempre cura uma infecção de válvulas artificiais. Pode ser necessária a realização de uma cirurgia cardíaca para reparação ou substituição de válvulas lesadas e remoção de vegetações.

PROLAPSO DA VÁLVULA MITRAL PODE ACOMETER 10% DA POPULAÇÃO MUNDIAL

Prolapso da Válvula Mitral ou Síndrome de Barlow é a alteração mais freqüente que acontece com o coração e estima-se que ela afete de 5 a 10% da população mundial. A palavra prolapso significa um deslizamento ou deslocamento de parte de um corpo em relação à sua posição usual. No caso da válvula mitral normal há dois finos folhetos localizados entre o átrio esquerdo e o ventrículo esquerdo. Estes folhetos estão ligados à parede interna do ventrículo esquerdo por uma série de feixes chamados de cordoalhas. Quando o ventrículo se contrai, os folhetos da válvula mitral se ajustam perfeitamente, prevenindo o refluxo de sangue do ventrículo esquerdo para o átrio esquerdo. É em relação a esta linha que se dá a ocorrência de prolapso mitral, sempre que os folhetos da válvula funcionam acima dela pelo seu lado atrial, pois o movimento normal de fechamento dos folhetos ocorre abaixo deste limite, pelo seu lado ventricular. Ou seja, os folhetos ou os músculos papilares e suas cordoalhas são demasiadamente longos, ocorrendo também um aumento do anel valvular.
    O prolapso da válvula mitral – PVM - tem, na maioria das pessoas, causa desconhecida; mas em outros parece ser geneticamente determinada por uma alteração do tecido conjuntivo. Uma redução na produção do colágeno tipo III é outro fator identificado; pois através da microscopia eletrônica tem sido demonstrada fragmentação das fibras colágenos. O PVM pode estar associado a deformidades esqueléticas (tórax e coluna vertebral) e já foi descrita a acentuação do arco palatino neste tipo de pacientes; bem como pode ocorrer como seqüela de febre reumática.
   Muitos pacientes são totalmente assintomáticos, enquanto outros, podem apresentar inúmeros sintomas. As queixas mais comuns são as palpitações e a síncope (devidas a distúrbios do ritmo cardíaco), dor de cabeça (cefaléia), dor torácica, falta de ar e fadiga, sendo esta última a mais comum. Os portadores de PVM podem concomitantemente apresentar disfunção do sistema nervoso autônomo e o quadro pode se associar ao transtorno do pânico, à ansiedade e à depressão. A dor torácica é diferente da apresentada em outra doença coronariana, pois raramente ocorre durante ou após o exercício e não responde ao uso de nitratos.
  O ecocardiograma bidimensional com Doppler é o exame complementar mais útil no diagnóstico do PVM. Ele pode medir a severidade do prolapso e o grau de regurgitação mitral. Além disso, poderá detectar áreas de infecção na válvula, espessamento anormal e avaliar a função sisto-diastólica dos ventrículos (funcionamento do coração como bomba impulsionadora de sangue). A infecção valvular é chamada de endocardite e é uma séria complicação do PVM.

ATIVIDADE SEXUAL: O QUE O PACIENTE CARDÍACO DEVE SABER

Embora a atividade sexual não demande uma sobrecarga tão acentuada ao coração (equivale a subir dois lances de escada rapidamente), as elevações do batimento cardíaco e da pressão arterial, durante o ato sexual, podem servir como um gatilho para um evento cardíaco, como um infarto do miocárdio, arritmia cardíaca ou, até, a morte súbita. Mesmo não sendo comum esse tipo de complicação após o ato sexual em cardiopatas, sempre há uma preocupação do médico assistente, em relação ao paciente e à sua companheira. A American Heart Association publicou uma diretriz sobre o início ou a retomada da atividade sexual no cardiopata. Estes pacientes, de acordo com o seu quadro clínico, são divididos em três categorias. Aqueles pacientes que tiveram algum evento cardíaco como angina do peito, infarto do miocárdio, submetidos a cirurgia de revascularização do coração ou realizaram angioplastia com implante de stent, com sucesso, que se apresentam assintomáticos ou evolução clínica estável sem complicações clínicas, devem ser encorajados à atividade sexual ou receber tratamento para disfunção sexual. O uso de drogas como o sildenafil (viagra) ou tadalafila (cialis), poderá ser liberado, desde que o paciente não use nitratos, como o sustrate ou isordil.

ATIVIDADE FÍSICA REDUZ O RISCO DE DOENÇAS DO CORAÇÃO

Segundo a Organização Mundial de Saúde, a prática de atividade física regular reduz o risco de mortes prematuras, doenças do coração e acidente vascular cerebral.Atua na prevenção ou redução da hipertensão arterial, previne o ganho de peso (diminuindo o risco de obesidade), auxilia na prevenção ou redução da osteoporose, promove bem-estar, reduz o estresse, a ansiedade e a depressão. Especialmente em crianças e jovens, a atividade física interage positivamente com as estratégias para adoção de uma dieta saudável, desestimula o uso do tabaco,do álcool, das drogas, reduz a violência e promove a integração social.O rápido crescimento das doenças crônicas associadas à inatividade física vem sendo registrado tanto nos países desenvolvidos como nos países em desenvolvimento. A maioria dos adultos nos países desenvolvidos são inativos. A prática de atividade física regular é um dos principais componentes na prevenção do crescimento da carga global de doenças crônicas. É recomendado que indivíduos se envolvam em níveis adequados de atividade física e que esse comportamento seja mantido para a vida toda. Diferentes tipos, freqüência e duração de atividade física são requeridos para diferentes resultados de saúde. Pelo menos 30 minutos de atividade física regular, de intensidade moderada, na maioria dos dias da semana, reduz o risco de doenças cardiovasculares.

INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CONGESTIVA: UMA COMPLICAÇÃO CLÍNICA GRAVE

A insuficiência cardíaca é uma incapacidade do coração de efetuar as suas funções de forma adequada como conseqüência de outras enfermidades, do próprio coração ou de outros órgãos.  Insuficiência Cardíaca Congestiva pode aparecer de modo agudo mas geralmente se desenvolve gradualmente, às vezes durante anos. Sendo uma condição crônica, gera a possibilidade de adaptações do coração o que pode permitir uma vida prolongada, às vezes com alguma limitação aos seus portadores, se tratada corretamente. As principais doenças que levam a insuficiência cardiaca são: a doença isquêmica do miocárdio, angina do peito ou infarto do coração, a hipertensão arterial sistêmica, as doenças das válvulas cardiacas, principalmente, a mitral e a aórtica e as patologias que acometem o músculo cardíaco, como por exempo a doença de chagas e a miocardiopatia alcoólica. Os sintomas apresentados pelos pacientes são variáveis e progressivos e relacionam com a capacidade física. Dispnéia aos esforços(falta de ar), edema periférico (inchaços nas pernas), ascite (inchaço no abdomen) são os principais sintomas. O tratamento normalmente é clínico: dieta sem sal, restrição de ingestão de líquidos e medicamentos que visam controlar os sintomas e prolongar a vida do paciente.Transplante cardíaco pode estar indicado nos casos mais graves e refratários ao tratamento cliníco convencional.

O QUE É A DOENÇA ARTERIAL OBSTRUTIVA PERIFÉRICA

A Doença Arterial Obstrutiva Periférica (DAOP) é a principal causa de morte no mundo ocidental. É caracterizado pelo depósito de gordura, cálcio e outros elementos na parede das artérias, reduzindo seu calibre e trazendo um déficit sangüíneo aos tecidos irrigados por elas. Seu desenvolvimento é lento e progressivo, e é necessário haver uma obstrução arterial significativa, de cerca de 75% do calibre de uma artéria, para que surjam os primeiros sintomas isquêmicos (sintomas derivados da falta de sangue).

    A DAOP é uma doença sistêmica, acometendo simultaneamente diversas artérias do ser humano, ela pode causar complicações como angina, infarto do miocárdio, arritmias cardíacas, insuficiência renal, acidente vascular cerebral ou obstrução de artérias periféricas.Estudos epidemiológicos mostraram que a DAOP incide com maior freqüência e intensidade em indivíduos que têm algumas características, que foram denominadas "fatores de risco":



Idade: Predominante na faixa de 50 a 70 anos.
Sexo: Predominante no sexo masculino, pois as mulheres são "protegidas" desviando suas gorduras sangüíneas para a produção de hormônio feminino (estrogênio). Após a menopausa a "proteção" desaparece.
Hiperlipidemia: Indivíduos que têm altos níveis de gorduras circulantes no sangue, sendo o colesterol a principal delas, depositam este excesso nas artérias obstruindo-as progressivamente.
Tabagismo: Os indivíduos que fumam têm um risco nove vezes maior de desenvolver a DAOP que a população não fumante. A decisão de parar de fumar modifica favoravelmente a evolução dos pacientes sintomáticos. 
Hipertensão: A hipertensão arterial provoca alterações na superfície interna das artérias, facilitando a penetração das gorduras na parede arterial.
Sedentarismo: A atividade física reduz os níveis de colesterol e favorece a circulação.
História familiar: Assim como a idade e o sexo, não podemos mudar nossa herança genética, e este é um fator também importante, não devendo ser negligenciado. Há famílias que, por diversos desvios metabólicos, estão mais sujeitos à doença.

  



TABAGISMO E CORAÇÃO: ABANDONE ESSA RELAÇÃO ENQUANTO HÁ TEMPO

 A maioria das pessoas sabem que o fumo faz mal para os pulmões e pode causar câncer. No entanto, poucos sabem dos efeitos do fumo sobre o coração e o sistema circulatório, as artérias e veias que levam o sangue por todo o corpo. O Tabagismo é a principal causa evitável de mortes prematuras no mundo desenvolvido. É responsável por cerca de 440.000 mortes a cada ano nos Estados Unidos. Quando um indivíduo fuma, substâncias químicas tóxicas do tabaco entram na corrente sanguínea. Alguns desses produtos enviam sinais para o coração e este passa a bater mais forte e mais rápido.O fumo também faz com que os vasos sanguíneos se contraiam(tornam-se mais estreitos), forçando o sangue a percorrer um espaço menor. Ambos os efeitos podem causar pressão alta.O fumo também reduz a lipoproteina de alta densidade (bom colesterol) aumentando a probabilidade de aparecimento de placas de gordura nas artérias. O fumo também aumenta o risco de trombose: formação ou desenvolvimento de um trombo (coágulo sanguíneo) provocando um obstrução parcial ou total do vaso sanguíneo. Ao longo do tempo, esses efeitos aumentam o risco de infarto do miocárdio e de acidente vascular cerebral (derrame cerebral).  Mulheres que fumam e usam anticoncepcionais orais (pilulas anticoncepcionais) têm um risco muito maior de desenvolver doença cardíaca ou ter um derrame, em comparação com as  mulheres que apenas utilizam contraceptivos.

Benefícios advindos do abandono do  tabagismo:

  • Reduz o risco de doença cardíaca, quase pela metade e diminui as chances de ter problemas relacionados ao coração se você ja tiver doença cardíaca
  • Reduz o risco de trombose
  • Reduz a chance de desenvolver vários tipos de câncer
  • Reduz o risco de desenvolver enfisema (doença pulmonar grave que prejudica a respiração)
  • Melhora a resistência física para o exercicio e participação em esportes
  • Melhora o paladar e o olfato