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Consumo excessivo de carne vermelha aumenta o risco de doença cardíaca.

O consumo de carne vermelha está ligado ao maior risco de doenças cardíacas. No ano passado, pesquisadores do Instituto Lerner de Pesquisa descobriram que, além da relação de gordura e colesterol, há ainda mais uma razão para o risco de aterosclerose a culpa é toda do intestino. Por meio de bactérias, o intestino transforma nutrientes encontrados na carne vermelha em metabolitos – produtos do metabolismo –, o que aumenta o risco de doenças cardíacas. Agora, a equipe de pesquisadores conseguiu descobrir os mecanismos por trás do consumo de carne vermelha e a elevação do risco de aterosclerose, o endurecimento das artérias. Os resultados podem levar a novas estratégias para proteger a saúde cardiovascular.
"Identificamos os mecanismos e os envolvidos no processo. Com isto será possível identificar novas terapias para o bloqueio ou prevenção do desenvolvimento de doenças cardíacas”, disse Stanley Hazen, que liderou o estudo publicado no periódico científico Cell Metabolism.
Basicamente,os pesquisadores descobriram que as bactérias no intestino convertem um nutriente abundante na carne vermelha, a L-carnitina, para os metabólitos N-óxido de trimetilamina (TMAO) e gama-butyrobetaine, que promovem a aterosclerose.
O entendimento de todo o processo pode permitir no futuro que a produção de carne se altere. “Ainda vai levar um tempo, mas os estudos presentes podem nos ajudar a desenvolver algo que permita que se possa comer um bife com menos preocupação”, completa.

Homens que sofrem de insônia morrem mais do coração, diz estudo


A insônia caracteriza-se pela dificuldade em iniciar e/ou manter o sono e pela sensação de não ter um sono reparador.É o transtorno do sono mais comum, respondendo por cerca de 25% das queixas em clínicas especializadas em distúrbios do sono.
Pesquisadores norte-americanos concluíram que homens que sofrem de insônia apresentam um risco maior de morte total e cardíaca.Um total de 23.447 homens foram avaliados no ano de 2004 quanto presença de sintomas de insônia (dificuldade para iniciar e/ou manter o sono, despertar de manhã cedo e sono não reparador). Os pacientes foram acompanhados até 2010.
Após criteriosa análise estatística, o risco relativo de mortalidade total foi 25% maior quando havia dificuldade em iniciar o sono, 9% maior para dificuldade em manter o sono, 4% maior para despertar de manhã cedo e 24% maior para o sono não reparador. Homens com dificuldade em iniciar o sono e que ainda referiram sono não reparador também tiveram um risco aumentado de mortalidade específica por doença cardíaca, quando comparados aos homens sem esses sintomas.
A polissonografia é o exame específico para diagnosticar os distúrbios do sono, podendo ser indicada na avaliação clínica desses pacientes.
Fonte: Circulation.
Comentarios do autor desse Portal:
Esse é mais um estudo que associa insônia e com um risco aumentado de morte, inclusive de origem cardíaca.A insônia associa-se também a maior prevalência de obesidade.É fundamental a pesquisa da causa e o tratamento desses sintomas.O profissional mais afeito a esse diagnóstico é o neurologista especialista em distúrbios do sono, embora muitas vezes clínicos possam diagnosticar a causa do sintoma (depressão, por exemplo), bem como tratá-lo de forma adequada.

ÁCIDO ÚRICO: DISTÚRBIOS ORGÂNICOS PROVOCADOS PELO SEU AUMENTO NO SANGUE: HIPERURICEMIA


      O ácido úrico está entre as substâncias naturalmente produzidas pelo organismo. Ele surge como resultado da quebra das moléculas de purina – proteína contida em muitos alimentos – por ação de uma enzima chamada xantina oxidase. Depois de utilizadas, as purinas são degradadas e transformadas em ácido úrico. Parte dele permanece no sangue e o restante é eliminado pelos rins. Os níveis de ácido úrico no sangue podem subir 1) porque sua produção aumentou muito, 2) porque a pessoa está eliminando pouco pela urina, 3) por interferência do  uso de certos medicamentos. Como consequência dessa taxa de ácido úrico elevada (hiperuricemia), formam-se pequenos cristais de urato de sódio semelhantes a agulhinhas, que se depositam em vários locais do corpo, de preferência nas articulações, mas também nos rins, sob a pele ou em qualquer outra região do corpo. Estudos recentes realizados no Instituto do Coração de São Paulo mostram que níveis elevados de ácido úrico no sangue aumentam o risco de desenvolver acidentes cardiovasculares.
SINTOMAS

    O depósito dos cristais de urato nas articulações, em geral, provoca surtos dolorosos de artrite aguda secundária, especialmente nos membros inferiores (joelhos, tornozelos, calcanhares, dedos do pé), mas pode comprometer qualquer articulação. Nem todas as pessoas com hiperuricemia desenvolverão gota, um tipo de artrite secundária, de caráter genético e hereditário, que acomete mais os homens adultos. Nos rins, a hiperuricemia é responsável pela formação de cálculos renais (litíase renal) e insuficiência renal aguda ou crônica (nefropatia úrica).
DIAGNÓSTICO

      O diagnóstico de certeza é dado por um exame que mede a concentração de ácido úrico no sangue e exige 8 horas de jejum para ser realizado.

PREVENÇÃO E TRATAMENTO


     Portadores desse distúrbio metabólico devem evitar o estresse físico, o uso de diuréticos e de antiinflamatórios, assim como devem evitar a ingestão excessiva de alimentos e bebidas ricos em purina (carne vermelha, frutos do mar, peixes, como sardinha e salmão, e miúdos). Como leite e derivados parecem melhorar a eliminação do ácido úrico, devem ser incluídos na dieta que, acima de tudo, precisa ser saudável e favorecer o controle da obesidade e da hipertensão. Além da alimentação pouco calórica, quando necessário, podem ser indicados medicamentos para inibir a produção de ácido úrico (alopurinol) ou para aumentar sua excreção (probenecide e sulfinpirazona). Algumas pessoas precisam dos dois tipos porque têm excesso de produção e dificuldade de excreção dessa substância.

RECOMENDAÇÕES


1) Beba bastante água para ajudar o organismo a eliminar o ácido úrico;
2) Prefira os alimentos não industrializados; adote uma dieta saudável, rica em frutas, verduras, leite e derivados;
3) Evite o consumo de bebidas alcoólicas, especialmente de cerveja que é rica em purina;
4) Não se automedique. Consulte um médico para orientar o tratamento e peça ajuda ao nutricionista para eleger uma dieta que ajude a controlar a taxa de ácido úrico e a manter o peso em níveis adequados.

FIBRILAÇÃO ATRIAL AUMENTA EM CINCO VEZES O RISCO DE ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL (AVC OU “ DERRAME CEREBRAL”).


   Nos pacientes com fibrilação atrial, as câmaras superiores do coração deixam de se contrair por causa de impulsos rápidos e irregulares. Com isso, o sangue não é bombeado direito durante o batimento cardíaco, levando à formação de pequenos coágulos que podem bloquear as veias do cérebro , causando o acidente vascular cerebral ou AVC ou como popularmente é conhecido, “derrame cerebral”. Essa enfermidade é aumentada em cinco vezes, quando o paciente é portador da fibrilação atrial, a qual é uma espécie de arritmia cardíaca muito prevalente, sobretudo na população idosa com múltiplos fatores de risco cardiovasculares. Além de ser um potencial fator de risco para acidentes vasculares no cérebro, a fibrilação os torna ainda mais graves. A mortalidade em pacientes que têm a doença e sofrem um AVC é duas vezes maior e há 50% a mais de chances de que o paciente portador da fibrilação fique incapacitado após o AVC.
    Uma pesquisa apresentada esta semana em Brasília, durante o Congresso Mundial de AVC realizado pela World Stroke Organization, que inicia nova campanha contra a doença este mês, feita em oito hospitais brasileiros, públicos e privados, comprova a gravidade da doença.
    De acordo com a neurologista Sheila Martins, presidente da ONG Rede Brasil AVC, de 2.057 pacientes atendidos nessas unidades por conta de acidentes vasculares cerebrais agudos, 32% foram causados por causa de doenças no coração (cardioembólicos). Ao todo, a fibrilação atrial foi responsável por 444 (22%) casos. O índice de mortalidade entre os pacientes com fibrilação atrial é o dobro do que nos demais. Segundo o estudo divulgado por Sheila, 16% dos doentes que sofreram AVC e tinham fibrilação morreram. O percentual entre os demais pacientes foi de 8%.
    Além disso, o estudo mostrou que o tempo de internação para quem sofre um AVC por causa da fibrilação é maior (em média, oito dias) e a independência funcional do paciente três meses depois, é menor. Do total, 48% dos pacientes com fibrilação se recuperaram totalmente após esse período, enquanto entre as pessoas sem a doença, o índice subiu para 62%.
     O tratamento da fibrilação atrial, visa controlar a arritmia cardíaca e os fatores de risco cardiovasculares com antiarrítmicos, anticoagulantes orais, anti-hipertensivos, antidiabéticos e desestimular hábitos de vida nocivos à saúde como o uso de bebidas alcoólicas, tabagismo, sedentarismo e o excesso de sal e de gorduras na alimentação.

Alimentação adequada para evitar a aterosclerose


Aterosclerose é o acometimento das artérias de grande e médio calibre, por lesões em placas, chamadas de ateromas. O desenvolvimento dessas placas se inicia desde a infância e as manifestações clínicas ocorrem mais tarde, geralmente após os 40 anos de idade, com o surgimento das doenças coronarianas. O “entupimento” das artérias do coração podem causar angina e infarto, algumas vezes fatal. A aterosclerose também pode causar doenças cerebrovasculares (ligadas aos vasos que irrigam o cérebro), também conhecidas como “derrame” e doenças vasculares periféricas (ligadas aos vasos dos membros inferiores e superiores – pés e braços), podendo causar isquemia do membro.
A aterosclerose é um processo multifatorial. Os fatores de risco, que têm sido identificados, são dislipidemia, hipertensão arterial, diabetes, tabagismo e sedentarismo. A dislipidemia é alteração nos lípides, ou seja: colesterol total, HDL, LDL e triglicérides.
Em especial, níveis elevados do colesterol total e LDL, redução nos níveis do colesterol HDL e aumento dos níveis de triglicérides, podem induzir à aterosclerose.
Uma alimentação adequada, sobretudo com baixo teor de gorduras saturadas, perda de peso para os portadores de sobrepeso ou obesidade, bem com atividade física regular, reduzem o risco para aterosclerose e, seguramente, fazem parte do tratamento dos portadores dessa doença. Naqueles indivíduos que não atingem as metas de lípides apenas com modificações comportamentais, o uso continuado de drogas hipolipemiantes, que reduzem os lípides, ou seja, colesterol e triglicérides, é prática indispensável.
As gorduras que ingerimos são classificadas em três categorias: poliinsaturadas, monoinsaturadas e saturadas.
As gorduras boas:
As poliinsaturadas, encontradas principalmente em óleos vegetais líquidos, como os de girassol, milho e soja, diminuem os níveis de LDL- colesterol.
As gorduras moninsaturadas, presentes na azeitona, no amendoim e seus respectivos óleos, e no abacate, ao substituírem as saturadas, fazem baixar o LDL, sem diminuir o HDL, e parecem não afetar a imunidade.
O vilão:
As saturadas são as que aumentam o LDL e estão presentes nas carnes vermelhas, na gema de ovo, em miúdos (fígado, miolo, coração, rins), na pele de galinha, na banha, no bacon, na manteiga e nas frituras em geral.
Uma dica: Comer mais fibras solúveis, encontradas na aveia, nos flocos de milho, ameixas, em várias frutas e verduras,contribuem para reduzir o colesterol no sangue.
Vale lembrar que a carne branca é preferível à vermelha e que, o peru assado, é melhor do que o frango assado. Além disso, de todas as carnes, os peixes magros têm menores índices de gorduras saturadas e os mais altos de poliinsaturadas. Quanto aos laticínios, os integrais devem ser trocados pelos sem gorduras ou com poucas gorduras, se o objetivo é diminuir o consumo de gorduras saturadas.
Veja abaixo os alimentos que devem ser preferidos para um bom controle do colesterol:
Peixes, peito de galinha ou de peru sem pele
Leite desnatado, iogurte desnatado, queijos magros, tipo minas e ricota
Óleos vegetais de milho, arroz, soja, girassol, oliva; margarina cremosa
Verduras e legumes em geral; arroz, feijão, lentilha, milho, massa sem ovo, aipim cozido.
Frutas, evite: abacate e côco
Sobremesas, escolha: Gelatinas, frutas, sorvete de frutas, bolo preparado com clara, farinha e açúcar. Evite: doces, bolos, tortas preparadas com nata, gema ou chocolate; sorvete de creme ou de nata; pudim

Alimentos para afastar a tristeza


 Apesar de não haver um consenso entre os especialistas, o fato é que vários trabalhos científicos têm apontado o poder de certos alimentos para espantar a tristeza, combater a depressão e a ansiedade e ainda melhorar o humor. Alguns destes alimentos ajudam a melhorar o humor e até a combater a depressão porque estimulam a produção e a liberação de neurotransmissores, substâncias que transmitem impulsos nervosos ao cérebro e são responsáveis pelas sensações de bem-estar e prazer. A produção e a liberação desses neurotransmissores podem ser comprometidas por alguns fatores como distúrbios fisiológicos e deficiências nutricionais. Os três principais neurotransmissores relacionados com o humor são a serotonina, a dopamina e a noradrenalina. A serotonina, responsável pela sensação de bem-estar, proporciona ação sedativa e calmante. Já a dopamina e a noradrenalina proporcionam energia e disposição. A produção de serotonina é dependente da ingestão de alimentos fontes de triptofano – aminoácido precursor da serotonina – e de carboidratos. Já a dopamina e a noradrenalina são produzidas com o auxílio da tirosina, outro aminoácido importante na nossa alimentação. Vitaminas do complexo B e alguns minerais também estão envolvidos na modulação do humor.
Pratos de bom humor

   Nossos níveis cerebrais dependem da ingestão de alimentos ricos em triptofano e de carboidratos. O triptofano, uma vez no cérebro, aumenta a produção do neurotransmissor. Dietas ricas em carboidratos podem ser utilizadas como coadjuvantes no tratamento de melhora do humor. Isso ocorre principalmente em pacientes que durante o episódio depressivo perderam peso consideravelmente. Mas, mesmo com a relação entre carboidratos e humor comprovada, o consumo dos alimentos deve ser equilibrado e orientado por um profissional de Nutrição, para evitar o ganho de peso excessivo. Quando falamos em carboidratos, devemos ter cuidado com o consumo excessivo de doces, que a princípio pode favorecer uma melhora de humor, e depois, agravar um quadro de tristeza. Quando comemos açúcar, o nível de glicose no sangue aumenta rapidamente e, com isso, o pâncreas produz mais insulina do que o normal. Em excesso, a insulina acaba retirando mais açúcar do sangue do que deveria – provocando assim, hipoglicemia, que reduz a tolerância do organismo aos fatores que geram estresse. Uma alimentação pobre em nutrientes e cheia de açúcar, a longo prazo, tende a deixar a pessoa deprimida e cansada, pois o organismo se desgasta para metabolizar os alimentos e não tem a reposição dos nutrientes, que são o seu combustível. Assim como o triptofano e os carboidratos, outros nutrientes também contribuem para manter o pique. Um deles é a vitamina B6, encontrada em boas doses nos cereais integrais, na semente de gergelim, na banana e no atum. Ela é integrante de uma enzima importante, que participa da produção dos neurotransmissores norepinefrina e serotonina e, conseqüentemente, ajuda a melhorar o humor. Bom humor também precisa de uma ingestão adequada de selênio. Não podemos deixar faltar castanhas, nozes, amêndoas, trigo integral e peixes. Para se ter uma idéia, uma castanha-do-pará fornece 100 microgramas de selênio. A recomendação diária é de 55 por dia. O folato ou ácido fólico também é uma potente vitamina antidepressiva. Encontrado no espinafre, no feijão branco, na laranja, no aspargo, na maçã e na soja. Sua deficiência no organismo tem sido associada à depressão em diversos estudos científicos. De uma maneira geral, podemos dizer que para manter o alto astral é importante seguir uma dieta equilibrada, rica em carboidratos, proteínas, alimentos fonte de triptofano e tirosina, vitaminas e minerais. Não podem faltar cereias integrais, leguminosas (grão de bico, ervilhas e feijões), oleaginosas, carnes magras, peixes, ovos, leite, queijos magros, tofu, frutas e legumes. A ingestão adequada destes nutrientes nos garante níveis adequados de neurotransmissores no organismo, proporcionando o controle do humor. Não existem alimentos ou nutrientes milagrosos, que alteram o nosso humor, sozinhos. Existe, sim, um conjunto de nutrientes e a opção de seguirmos um plano nutricional apropriado para favorecer o bom humor. Vale ressaltar também que muitas situações fisiológicas podem complicar a liberação e a produção dos neurotransmissores, mesmo quando o indivíduo segue uma alimentação adequada.

Carne Vermelha aumenta o risco de morte prematura por câncer ou doenças cardiovasculares.

Um estudo divulgado pela Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard no início de março mostrou que a ingestão diária do alimento aumenta as chances de morte prematura por câncer e doenças cardiovasculares. Esta não é a primeira vez que a carne entra na berlinda: pesquisas anteriores já relacionaram seu consumo excessivo à maior incidência de diabetes tipo 2, certos tipos de câncer de mama e artrite reumatoide.
A pesquisa de Harvard, que acompanhou 120 mil americanos por mais de 20 anos, revelou que o consumo de uma porção diária de carne processada — salsicha ou bacon, por exemplo — eleva em 20% o risco de morte, enquanto a carne não processada, como um bife, aumenta as chances em 13%. Na direção oposta, o mesmo estudo sugere que a substituição por proteínas mais saudáveis, como grãos integrais, peixes e frangos, pode aumentar consideravelmente a qualidade de vida.
— O problema atual, na população em geral, é que estamos comendo carne demais. Um consumo moderado, num padrão de alimentação equilibrado, à base de vegetais, é bom — destaca uma das autoras da pesquisa, An Pan, em entrevista ao GLOBO.

Gorduras e substâncias cancerígenas são vilões

O Guia Alimentar da População Brasileira, do Ministério da Saúde, recomenda a ingestão de uma porção de carne branca ou vermelha ao dia, o equivalente a cerca de 100g diários. A nutricionista Bia Rique estima que, para um adulto comum, o consumo da carne vermelha uma ou duas vezes por semana seja suficiente.
No estudo de Harvard, a substituição da carne vermelha por uma porção de fonte de proteína saudável foi associada a um menor risco de morte: 7% , no caso do peixe; 14%, no das aves; 10%, no das leguminosas e o leite de baixo teor de gordura, ou seus derivados; e 14%, no dos grãos integrais.
O maior risco de desenvolver doenças crônicas devido ao consumo de carne vermelha estaria associado ao alto teor de colesterol e à gordura saturada de alguns tipos de corte — o que poderia aumentar a ocorrência de males cardiovasculares e diabetes —, às substâncias usadas para conservá-la e ao processo de preparação culinária: ao serem grelhadas, fritas ou assadas, as carnes podem gerar substâncias potencialmente cancerígenas, as aminas heterocíclicas.

Relação com diabetes ainda não está clara

A forma de preparo, inclusive, merece maior atenção, independentemente do tipo proteína animal escolhida. O contato da carne com a grelha é o que forma as aminas heterocíclicas, resíduos escuros que se fixam no local de contato. Uma forma de evitar isso é marinar o alimento, deixando-o de molho no limão, ou cozinhá-lo, indica a nutricionista Aline Carvalho, especialista em carnes da Faculdade de Saúde Pública, da USP.
Para comer um bom bife sem peso na consciência, uma dica é optar por um um corte de carne mais seco, sem gordura aparente. Ao substituí-lo por frango, é importante lembrar que o peito tem menos gordura que a parte da coxa e nenhuma porção deve conter peles. Se a opção for pelo peixe, é bom evitar as postas fritas.
Diversos estudos mostram que o tipo de câncer mais associado ao exagero no consumo de carne vermelha é o colorretal, que afeta o intestino e também está relacionado a uma dieta pobre em fibras. Os pesquisadores ainda não sabem a que se deve o aumento da incidência de diabetes tipo 2 entre os que exageram no consumo do alimento, mas a doença está relacionada à obesidade, e estudos mostram a relação entre o sobrepeso e a ingestão excessiva de carne.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/saude/harvard-lanca-sinal-de-alerta-para-carne-vermelha-4459995#ixzz1qnwNXZyx
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O QUE É UM MARCAPASSO CARDÍACO ARTIFICIAL DEFINITIVO

   Para se entender o que é um marcapasso cardíaco artificial é necessário antes se conhecer alguns fundamentos de fisiologia cardíaca. Estes,  serão explicados de uma forma bem, simples e rápida. O coração para contrair, necessita ser estimulado eletricamente, o que é chamado de despolarização cardíaca. Isto é feito normalmente através de um marcapasso natural que se encontra no alto do átrio direito, quase na junção da veia cava superior e que se chama de Nó Sinusal. Deste conjunto de células automáticas, é gerado uma atividade elétrica que se propaga pelo coração por caminhos preferenciais, inicialmente pelos feixes intra atriais até chegar ao Nódulo Átrio Ventricular ( Nódulo AV). Neste local o estímulo elétrico demora um pouco para se propagar, desce pelo feixe de His e corre então pelos ramos direito e esquerdo e vai penetrando na musculatura cardíaca através da rede de Purkinge como os galhos e ramos de uma árvore, ate chegar às células do músculo cardíaco. Aí sim as células musculares do coração se contraem.
   O coração não se contrai todo de uma só vez, mas determinadas porções vão se contraindo sincronicamente; inicialmente o septo interventricular esquerdo, depois a porção mais da ponta dos dois ventrículos, depois as paredes ventriculares direita e esquerda e depois a porção mais alta do coração, a que chamamos de porções basais. Em cada contração cardíaca isto acontece sempre da mesma forma, como se fosse uma orquestra em que cada nota soa num determinado tempo. A isto chamamos de ritmo sinusal normal. Estas vias de condução são células diferenciadas em gerar e conduzir o estímulo elétrico, são como caminhos em que o estimulo elétrico corre para poder despolarizar seqüencialmente todo o músculo cardíaco. Isto ocorre normalmente de 60 a 100 vezes por minuto num indivíduo normal. Mais lento em repouso, mais rápido no esforço, podendo chegar a elevadas freqüências normalmente na criança ou num adulto em grandes esforços ( 160 a 180 bpm ) por exemplo.

Aspirina previne o câncer, afirmam estudos.

      Além de tratar a dor de cabeça, estudos recentes provaram que a aspirina é capaz de prevenir problemas cardíacos. Três estudos publicados nesta quarta-feira, no periódico médico Lancet e no Lancet Oncology, mostram que o medicamento também pode ajudar a prevenir e tratar o câncer. Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Oxford e do Hospital John Radcliffe, na Grã-Bretanha, analisou dados de 51 estudos que tinham como objetivo pesquisar o efeito da aspirina na prevenção de problemas cardiovasculares.
        Com base nesses dados, descobriram que o uso diário de aspirina reduziu o risco de morte por câncer em 15%. Entre quem consumiu por mais de cinco anos o medicamento, o risco diminuiu em 37%. O número de mortes por câncer também foi reduzido em 12%. A ingestão diária de aspirina em pequenas doses (75 miligramas) reduziu a incidência de câncer em 25% para quem a consumiu por 3 anos ou mais, de modo semelhante em homens (23%) e mulheres (25%).
       A segunda pesquisa mostrou os efeitos da aspirina no crescimento do câncer, a partir de dados de pacientes que desenvolveram câncer durante os estudos. Os dados comparam os pacientes que tomavam doses diárias de aspirina (75 miligramas ou mais) com o grupo controle, que não consumia o remédio. Mais uma vez, os resultados foram animadores. 
         O risco de metástase distante (quando o tumor se espalha para órgãos que ficam longe do tumor primário) foi reduzido em 36%, o risco de adenocarcinoma (tipo de câncer que começa em tecidos glandulares) em 46%. Outros cânceres como de rim e bexiga tiveram um risco reduzido de 18%. O estudo acompanhou os pacientes por, em média, 6 anos e meio.
     A aspirina ainda reduziu a morte em pacientes que tiveram adenocarcinomas (sem metástase) pela metade. Também houve uma redução de 35% do risco de desenvolver um adenocarcinoma fatal. Neste estudo, os efeitos da aspirina independeram de idade e sexo, e foram observados mesmo quando as doses foram baixas. Segundo os autores do estudo, as descobertas registradas constituem a primeira prova de que a aspirina previne o desenvolvimento de metástases distantes. No terceiro estudo, publicado noLancet Oncology, foi observado uma redução de 38% no risco de câncer colorretal, e índices similares para o câncer de esôfago, de mama e gástrico.

HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA

A hipertensão pode ser definida como um aumento crônico da pressão arterial sistêmica, seja dos valores máximos (sistólicos), mínimos (diastólicos) ou de ambos.
A classificação da hipertensão, efetuada pela Organização Mundial da Saúde (O.M.S.) e com base nos valores da pressão arterial, permite distinguir três categorias:




Normotensão
  • Pressão Sistólica (PAS) < 130 mmHg
  • Pressão Diastólica (PAD) < 85 mmHg.
Hipertensão Borderline(Pressão arterial Limítrofe)
  • PAS compreendida entre 130/139 mmHg.
  • PAD compreendida entre 85/89 mmHg.
Hipertensão
  • PAS > 140 mmHg.
  • PAD > 90 mmHg.
Além dessa classificação internacional, podemos utilizar a seguinte escala recomendada pelo Consenso Brasileiro/98:

Classificação da Hipertensão Arterial(>18 anos de idade)

PAS (mmHg)PAD (mmHg)Classificação
< 130<85Normal
130 - 13985 - 89Limítrofe
140 - 15990 - 99H. Leve
160 - 179100 - 109H. Moderada
= 180= 110H. Grave
= 140<90H. Sistólica
A Hipertensão Arterial Essencial (sem uma causa precisa) constitui, pelo menos, de 90% a 95% de todas as formas de hipertensão. Todas as demais formas de hipertensão, chamadas secundárias, estão associadas à outra patologia e compreendidas entre 5 e 10%. Nesse segundo grupo prevalecem as hipertensões de origem renal e as várias formas de hipertensão endócrina (por hiperaldosteronismo, doença de Cushing, feocromocitoma).
A hipertensão arterial sistêmica atinge cerca de 20% da população dos países do mundo ocidental e causa, com o decorrer do tempo, patologias graves.
No Brasil, de 15 a 20% da população adulta é considerada hipertensa. Além disso, a hipertensão é responsável por 40% dos casos de aposentadoria precoce em nosso país.
A hipertensão arterial tem um componente familiar. Cerca da metade dos pacientes hipertensos apresentam um traço familiar para hipertensão ou mortalidade cardiovascular prematura em seus parentes de primeiro grau.

Pressão arterial

Sistole/ Diástole

Pressão arterial máxima / Pressão arterial mínima

120-140 mmHg 80-90 mmHg

Fatores ambientais

Foi amplamente demonstrada a relação entre conteúdo de sódio na dieta e os níveis de pressão. A hipertensão arterial parece ser desconhecida entre as populações que consomem pouco sal.
O papel do stress ambiental permanece controverso, embora muitos médicos estejam convencidos de que o estresse pode contribuir para aumentar a pressão arterial.

Idade e Sexo

Nos países industrializados, a pressão arterial média da população aumenta com a idade. Após os 50 anos, a pressão arterial diastólica tende a normalizar-se e, às vezes, até a diminuir, enquanto a pressão sistólica continua a subir até a idade mais avançada.
As mulheres, após a menopausa, apresentam um maior risco de desenvolverem hipertensão arterial.

Obesidade

Foi demonstrada uma correlação entre aumento dos valores da pressão e o aumento do peso e, ao contrário, redução da pressão com a diminuição do peso nos obesos.

Aspectos clínicos da Hipertensão

O quadro é tipicamente pobre e específico, não se notando sintomas nem sinais próprios da hipertensão arterial isolada, especialmente a hipertensão leve.
Cefaléia, vertigens, zumbidos nos ouvidos são freqüentemente considerados como sintomas precoces e freqüentes da hipertensão.
A cefaléia, especialmente matutina ou noturna, oprimente, e não pulsátil, é relatada por cerca de 50% dos hipertensos e se reduz, em cerca de metade, com tratamento favorável.
Nictúria (micções noturnas) e vertigens são freqüentemente assinaladas nos hipertensos (cerca de um terço dos casos).
A pesquisa clínica dos sinais de patologias em outros órgãos é fundamental, sobretudo para a finalidade de prognóstico; sobre eles se baseia a avaliação do risco do hipertenso.
Estes sinais indicam que a hipertensão arterial começou a prejudicar o cérebro, coração (músculo e coronárias) e os rins.
O estudo de fundo-de-olho (retina) representa uma preciosa informação sobre o estado dos vasos cerebrais.

Complicações

A hipertensão arterial determina alterações estruturais no coração, cérebro, rins e vasos arteriais.
Entre essas, podemos citar:

Hipertrofia Ventricular esquerda (HVE)

Representa o resultado de um mecanismo de adaptação do ventrículo esquerdo que, com o passar do tempo, pode favorecer a evolução para a insuficiência cardíaca.

Cardiopatia Isquêmica

É uma das principais complicações da hipertensão. A elevada pressão arterial acelera o processo aterosclerótico nos vasos coronarianos, ocasionando obstrução da passagem do fluxo sangüíneo e isquemia.

Insuficiência Cardíaca

Devido principalmente à insuficiência ventricular esquerda, é bastante freqüente.
Representa a progressão da hipertrofia ventricular esquerda por sobrecarga crônica de pressão. Podemos, portanto, considerar a hipertrofia como fase de compensação que, se não tratada, evolui para a insuficiência.

Retinopatia Hipertensiva

Em pacientes hipertensos, pode ser constatada a presença de alterações nos vasos da retina ao exame do fundo de olho.
A descoberta de hemorragias e exsudatos, nessa região, representa um quadro de hipertensão grave.

Encefalopatia Vascular

Os dois aspectos fundamentais são representados pela hemorragia cerebral, complicação direta da hipertensão e pelas vasculopatias cerebrais.
Em geral, os hipertensos apresentam um maior número de crises cerebrovasculares do que os normotensos. São os chamados acidentes vasculares cerebrais - (AVC).

Nefropatia Hipertensiva

A hipertensão arterial é uma freqüente manifestação clínica dos pacientes com insuficiência renal.

Medida da pressão arterial

Uma medição acurada da pressão arterial com esfigmomanômetro de mercúrio constitui o primeiro e mais importante passo para um correto diagnóstico.
Por ocasião da primeira consulta, a pressão arterial deveria ser medida em ambos os braços, já que às vezes, pode-se encontrar uma significativa diferença entre os dois lados.
É necessário que valores de pressão elevados sejam confirmados pelo menos em três distintas medidas, a serem efetuadas, possivelmente, no mesmo horário do dia, porquanto a pressão pode variar de uma consulta para outra, assim como no decorrer do dia.
Em caso de hipertensão limítrofe, pode ser útil dispor de medidas efetuadas em diversas circunstâncias extra-consultórios.

Pesquisas laboratoriais

As pesquisas de laboratório podem permitir a identificação de elementos de alto risco e podem individualizar outros fatores de risco (hipercolesterolemia, diabetes ou formas secundárias de hipertensão).

Prognóstico

O risco de desenvolver uma doença cardiovascular aumenta com a elevação dos níveis da pressão arterial: mais elevada é a pressão arterial, maior é o risco de eventos coronarianos, cerebrais e renais.
A diminuição dos níveis da pressão, mesmo os levemente elevados, reduz a mortalidade por causas cardiovasculares, cerebrais e renais.
A possibilidade de desenvolver danos aos outros órgãos depende, também, de uma série de fatores de risco associados ao aumento dos níveis pressóricos:
Estes fatores compreendem:
  • Idade avançada
  • Sexo masculino
  • Eventos cardiovasculares
  • Hipertrofia ventricular esquerda
  • Nefropatias
  • Fumo
  • Diabetes
  • Dislipidemia (é o colesterol total e o colesterol LDL e HDL)
  • Vida sedentária
  • Obesidade
A presença de um ou mais destes fatores poderia agir como uma determinante de risco bem mais grave do que um aumento do nível da pressão.

Terapêutica da Hipertensão

O objetivo principal da terapêutica da hipertensão é o de reduzir, além dos níveis pressóricos, a incidência das doenças e da mortalidade cardiovascular.

Medidas Gerais

A abolição do fumo, a redução do peso, a redução do excesso de álcool e, sobretudo, a diminuição de sódio na dieta são providências que, diretamente, são capazes de diminuir a pressão arterial diastólica para o nível de 90 mmHg em alguns hipertensos leves e sem fatores de risco, sem terapia farmacológica.
A estas providências, deve-se associar uma maior atividade física e a redução dos níveis de colesterol, para agir também sobre outras situações que agravam o dano da hipertensão.
Diminua ou ElimineComece ou aumente
Peso CorporalExercícios Físicos
Ingestão
Tabagismo
Álcool
Stress

Terapêutica Farmacológica

Várias substâncias são utilizadas no tratamento da hipertensão, sendo consideradas eficazes e bem toleradas.

O INFARTO DO MIOCÁRDIO ESTÁ RELACIONADO COM O ESTILO DE VIDA

O Infarto do Miocárdio faz parte de um grupo de doenças chamado doenças isquêmicas do coração, as quais têm como característica comum o fato do sangue não chegar ao músculo do coração. Este bloqueio à circulação sanguínea do coração pode ser causado por uma obstrução, como placas de ateroma (aterosclerose), um trombo (coágulo sanguíneo) ou espasmo das artérias do coração.<.P>
As doenças isquêmicas são as doenças cardíacas mais comuns, constituindo a primeira causa de morte nos Estados Unidos.
O infarto do miocárdio é caracterizado pela destruição do músculo do coração, causado em geral por depósitos de placas de ateroma nas artérias coronárias. Essas placas nada mais são do que o acúmulo de células dentro dos vasos sanguíneos, consequentes a lesões dos próprios vasos, bem como depósitos de gordura, que vão aumentando com o tempo, formando verdadeiras "rolhas" no interior das artérias do coração.

CAUSAS

Vários fatores são responsáveis pelo infarto do miocárdio. Alguns são controláveis, outros - infelizmente - não. Sabemos que a incidência aumenta com a idade, principalmente depois dos 50 anos. Os homens são mais susceptíveis que as mulheres, sendo que aos 50 anos o homem tem 5 vezes mais chance de ter infarto que a mulher da mesma idade. Acredita-se que as mulheres tenham um efeito "protetor" devido à produção de hormônio (estrógeno), sendo que após a menopausa, devido à falta de produção desse hormônio, a incidência de infarto na mulher aumenta consideravelmente.
Outro fator que influencia o infarto do miocárdio é o colesterol. Quanto maior a quantidade de colesterol no sangue, maior a incidência de infarto. São conhecidos 3 tipos de colesterol: o de baixa densidade (LDL), o de muito baixa densidade (VLDL) e o de alta densidade (HDL). Este último, conhecido como "bom colesterol", parece ter um efeito protetor para o infarto do miocárdio, sendo ideal mantê-lo em níveis altos no sangue. Já o LDL, conhecido como "mau colesterol", aumenta a chance de infartos quando existe em níveis altos.
Muitas vezes, a pessoa tem o colesterol alto por causa de doenças hereditárias (hipercolesterolemia familiar), que fazem com que o corpo não consiga produzir as enzimas necessárias para "dissolver" a gordura. São os casos em que vemos pessoas bem jovens tendo infarto. é importante detectar esses casos na família, pois quando essas doenças são tratadas precocemente, é possível evitar que essas pessoas sofram infarto.
O diabetes também é apontado como uma doença que aumenta o risco de infarto do miocárdio. Como o diabetes pode ser transmitido hereditariamente, mais uma vez é importante saber se você tem casos na família e detectar a doença precocemente.
A pressão alta (hipertensão) também aumenta o risco de infarto do miocárdio, assim como a obesidade, fazendo o coração trabalhar mais, exigindo mais sangue.
O fumo está intimamente relacionado com o infarto do miocárdio, sendo que os fumantes são 60% mais susceptíveis de sofrer infarto do miocárdio que os não-fumantes. O fumo causa não apenas a destruição de vasos do coração, como aumenta a chance de formar coágulos de sangue (trombose). Essa tendência a provocar coágulos piora ainda mais em mulheres que tomam pílulas anticoncepcionais, principalmente entre os 30 e 40 anos de idade.
A inatividade física e o "stress" também desempenham um papel importante na produção do infarto.

SINTOMAS

O sintoma mais comum de um infarto é uma intensa dor no peito, geralmente com mais de 20 minutos de duração, que pode surgir mesmo quando a pessoa está acordando ou fazendo bem pouco esforço. Também é comum que a pessoa que está sofrendo um infarto apresente sudorese, náusea e vômito. O diagnóstico é confirmado pelo Eletrocardiograma, bem como pela dosagem de enzimas no sangue (CK e LDH), que se altera horas após o infarto.

COMPLICAÇÕES

O que se teme mais depois do infarto do miocárdio são as complicações. As mais letais são as arritmias, que podem ocorrer dentro de um prazo de 24 horas após o infarto. Por isso, foram criadas as unidades de tratamento intensivo coronariano, onde o paciente recebe todos os cuidados necessários para detectar precocemente e tratar essas arritmias.

TRATAMENTO

O tratamento do infarto do miocárdio se baseia no tratamento da dor, bem como das possíveis complicações. Alguns centros usam antiarrítmicos profilaticamente, mas seu uso é controverso. Outros centros usam agentes trombolíticos, que são drogas usadas para remover os trombos que estão interrompendo a chegada de sangue ao coração. Se o tratamento for instituido logo após o infarto, acredita-se que se possa reduzir drasticamente a lesão do músculo do coração. Também o uso de drogas que reduzem o uso de oxigênio pelo coração faz com que o músculo cardíaco sofra menos isquemia (ausência de sangue).

PREVENÇÃO


O infarto do miocárdio, apesar de ser uma causa de morte bem frequente, tem apresentado índices de mortalidade bem menores nos últimos anos, graças ao novo estilo de vida que muitas pessoas têm adotado. Conhecendo-se os fatores que contribuem para a ocorrência da doença, podemos reduzir ainda mais o índice de mortalidade. A dieta passou a ser a preocupação primordial no combate à doença, controlando-se a ingestão de colesterol e triglicérides. é usual fazer-se a dosagem dos mesmos no sangue a cada 5 anos, procurando mantê-los dentro do nível normal. Caso os níveis estejam elevados, pode-se iniciar um tratamento com dieta, ou mesmo com o uso de drogas que ajudam a baixar a concentração desses elementos no sangue, principalmente naquelas pessoas com hipercolesterolemia familiar citadas anteriormente.

O exercício físico tem um papel muito importante, não só para melhorar o condicionamento do corpo como para ajudar na manutenção do peso ideal. Recomenda-se andar pelo menos 3 vezes por semana, durante meia hora cada vez. Durante o exercício físico, o coração é obrigado a trabalhar mais, o que favorece a criação de uma circulação colateral, que pode ser a salvação quando alguma artéria importante do coração é bloqueada.
O hábito de fumar deve ser abandonado, não só para prevenir o infarto do miocárdio, como tantas outras doenças causadas pelo cigarro, como o câncer de pulmão, altamente letal. Reduzir a quantidade de nicotina ingerida, escolhendo-se um cigarro chamado "de baixo teor" não ajuda em nada.
O "stress" deve ser reduzido. Várias alternativas podem ser adotadas, como massagens, ioga, exercícios físicos em geral, esportes, meditação, etc. é importante destacar também que a hipertensão arterial muitas vezes é causada pelo "stress". Eliminando-se os fatores de tensão, a pressão sanguínea ficaria dentro do normal, reduzindo assim o risco do infarto do miocárdio.